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O que vale mais Amor ou Trabalho? – Bacellart USP – Psicólogo Terapia

Foto de Bacellart

Bacellart

Psicólogo Experiência USP Av Paulista Presencial ou Online

O que vale mais Amor ou Trabalho?

Muitas vezes dizem que é equiparado, mas em muitas situações um deles se destaca.

2ª parte, Capítulo 2, livro ‘Desenvolvimento profissional Através do Pessoal’.

 

Essa é uma pergunta que geralmente escuto, não apenas no consultório, mas em qualquer ambiente. A princípio é popularmente é dito que o amor (companheira/o – família) é o que de mais nobre que temos, alguns colocam Deus acima. Mas parece que se convencionou como a resposta mais aceitável para a sociedade é o da família – sobretudo filhos – amigos e outros próximos. Contudo, esse valor pode muitas vezes ser absorvido pelo indivíduo inconscientemente. è difícil, mas é importante ter clareza sobre:  O que vale mais Amor ou Trabalho?

Em nossa educação, não somos instruídos e treinados a ouvir o outro, acolher e cuidar:

Nós somos muito mais preparados para bom desempenho profissional e afins, do que para um lidar maduro com nossos entes queridos. A hipercompetitividade também está nos forçando a trabalhar e estudar cada vez mais; deixando a pessoa amada sem a dedicação que uma boa relação saudável exige.

Somos seres que nos mostramos diferentes para várias situações, isso é natural e necessário. Precisamos nos portar diferente quando ao brincar com uma criança, um amigo adulto ou uma pessoa estranha. São os papéis que precisamos desempenhar como atores. Esse jeito de ser contribui muito para sermos mais autênticos em casa do que no trabalho; contudo, em linhas gerais, não é por isso que se está no direito de ignorar e/ou destratar um(a) filho(a) e/ou esposa/marido; no mesmo dia que se teve extrema paciência e gentileza com um chefe e/ou cliente carrasco.

De modo geral, no trato com o outro, aprendemos a tratar de uma forma pragmática para, entre aspas, “resolver o problema” dele. Por exemplo, se a pessoa está triste por ter perdido o emprego, se diz, como se ela não soubesse, que precisa procurar emprego. Compartilhar o momento difícil, que ela precisa, não é dado; ao contrário, até crítica como “não é ficando triste que isso trará seu emprego de volta”, como se a pessoa estivesse distante da realidade acreditando que isso fosse de fato acontecer.

 

© Copyright – Bacellart Psicólogo USP Paulista – O ensaio aqui publicado pode ser reproduzido, no todo ou em parte, desde que citados o autor e a fonte. 

 

O que vale mais Amor ou Trabalho?

Intercâmbio acadêmico/estudantil e trabalho em outro país/cidade:

Em 95% das vezes que me disseram que seria feito estudos e atividade profissional, geralmente em país civilizado; a decisão foi tomada de forma fácil e natural. Apenas comunicando a(ao) companheira(o), independente de quantos anos fosse preciso e até possivelmente continuar no país em casos de o trabalho for se desenvolvendo, além de questões de visto e etc.

A primeira vista, então, nesses caso e semelhantes; para mim fica a impressão que o crescimento profissional e acadêmico ser mais importante do que o amoroso. Afinal, no mínimo haverá um desgaste na relação, por exemplo, em um prazo de dois anos, ter apenas dois encontros presenciais de uma semana. O prejuízo emocional será para o filho criança; e também pesa as incerteza de que o tempo poderá se estender e inseguranças de que o outro conheça alguém que desperte atenção. De qualquer forma, gerante a(o) companheira(o) costuma aceitar, mesmo que triste, a decisão do outro ficar tanto tempo longe; o que mais costuma ter um grande desgaste, é o(a) profissional levar a família junto e por vezes precisar mudar de cidade; resultando assim, em quebra de amizades, distância da família e amigos antigos e novamente a criança que será a mais prejudicada.

 

 Dúvidas, capacidade em abrir mão – Na Relação Amorosa e na Profissão: 

Comparar a namorada*(o)/esposa(o) com outros que talvez valem mais; se seria mais feliz se fosse solteira(o) e/ou tentando conhecer outra pessoa. X Nunca mais conseguirei ter outra pessoa*; e o pavor de ficar só. são dúvidas que fazem sentido e são agoniantes pela dificuldade de resposta. Contudo, por vezes vi situação de a pessoa ter dificuldade para abrir mão de algo, já que na liberdade da escolha precisamos dizer não para o ‘não escolhido’.

Muitas vezes parece que o ideal é manter a companheira(o) que é um porto seguro e ter uma 2ª, 3ª pessoa para “complementar” o que falta ou não está bom.

O receio da perda na separação/divórcio* para não perder confortos materiais, distanciamento de filho(a), não perder o que o há de bom, etc.

Aqui uso o asterisco, para que você substitua por ‘atividade profissional’, e veja como os parágrafos acima poderia ser escritos dessa forma.

A Proposta: é preciso apropriar-se de sua escolha, contentar-se que foi uma decisão própria, mas, o principal, saber lidar com as consequências dela, sem ficar se queixando para sempre.

 

O que vale mais Amor ou Trabalho?

Valorização da atividade profissional X Esforço no relacionamento afetivo/familiar/social – O CUIDAR:

     

Essa questão é fundamental, afinal,  uma relação saudável é possível. A resposta não é difícil: A dedicação ao trabalho/estudo ou uma causa* no estilo de uma ONG ou religiosa; é muitíssimo maior que para as pessoa que está envolvido, mesmo que se diga que a ama.

Como causa (*), quero dizer o que se empenha muito, faz sentido e orienta seu viver como; esporte, drogas, religião, diversão, política, proteção de animais, compras, viagens, etc.

Isso sempre me chama a atenção, pois o analisando vem no consultório, chateado; pois o relacionamento atual não está fluindo bem, ou tem dificuldade em encontrar alguém que lhe agregue. Sempre me lembro do início de carreira, quando algumas mães comentavam algo como; “se amo meu filho, claro que sou uma ótima mãe!”, o que podemos estender para companheiro(a) afetivo. Lamentavelmente não é assim, isso é semelhante a questão acima, da dedicação; ser uma ótima mãe, alias boa, é muito complicado, exige enorme dedicação por um bom tempo e também ajuda.

 

Porque se tem paciência no trabalho(as vezes desagradável) – Mas “não consegue” ter com a pessoa amada?

A forma como absorvemos os valores sociais vigentes, sobretudo nos termos ‘sucesso’, ‘vitória’, ‘realização’; mesmo que se diga que se tem o mesmo ideal para os valores familiares e sociais, geralmente não há a mesma dedicação.

O fato de sentir-se poderoso nas conquistas profissionais/financeiras, ou mesmo nas de cunho humanitário; rouba da pessoa aquilo que ela mesma diz ser o essencial: o amor, a amizade, o desfrute tranquilo do mundo.

A forma como se comporta com uma pessoa querida, é semelhante como se tivesse um emprego de estabilidade hiper garantida; como se não precisasse fazer nenhum esforço em desenvolver um diálogo aberto e saudável; ou aprimorar-se em qualquer outra deficiência que se tenha para ter uma relação saudável. É isso que chamo de “espanto” que se experimenta pelo companheiro(a) ter finalizado uma laço fraco de afetos e forte de desentendimentos desgastantes, as vezes por anos.

 

 

O que vale mais Amor ou Trabalho?

Espero Ter Ajudado!

 

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