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Autoestima Saudável “boa” no Trabalho – Bacellart Psicólogo USP 3-2

Foto de Bacellart

Bacellart

Psicólogo Experiência USP Av Paulista Presencial ou Online

Autoestima Saudável “boa” no Trabalho – Cuidado com mitos sociais sobre essa questão:

      

Neste capítulo, esclarecerei as “três autoestimas”: baixa, alta, e a qual denomino por ‘autoestima saudável’. Esta última, por vezes conhecida como ‘boa autoestima’, descrita na internet e que virou popular como algo que é bom, mas com semelhanças aos da ‘alta autoestima’, a qual é prejudicial, para o indivíduo e para os outros.

 

     O que é autoestima, a ‘Avaliação de si’ como nomeio:

A seriedade da questão do significado de um importante termo; seus sentidos no decorrer do tempo e, o desafio de eu passar esse ponto de forma a ser compreendido.  

© Copyright – Bacellart Psicólogo USP Paulista – Capítulo de seu Livro Registrado na Biblioteca Nacional – ISBN 978-85-7138-233-6.

 

Etimologia – Origem:

O termo autoestima é constituído pelo prefixo grego ‘autos’, que significa ‘por si só’ ou ‘para si mesmo’, acrescentado à palavra estima; originária do latim ‘aestimar’, que tem o sentido de valor, apreciação. Assim, e, também utilizando o dicionário Houaiss,  autoestima SERIA a “qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos”; contudo o importante dicionário a utiliza com a datação de 1998, já influenciado pelos forma de entende-la no senso comum; ou seja como “boa autoestima”.

 As literaturas acadêmicas de psicologia, psicanálise e filosofia:

Ou seja, nas que realmente tem valor, discussões e estudo aprofundado, esse termo não é utilizado. São utilizados conceitos como “sentimento de si” por S. Freud, o “pai da psicanálise/psicologia”; e conceitos como ‘Narcisismo’ – o amor por si – semelhante a “auto autoestima” (arrogância) ou como C. Rogers relata seria uma “boa autoestima, semelhante a ‘Alta’ e com alguns pontos do que eu nomeio como. Mas, para Freud, ele não entra na questão de ‘baixa’ ou ‘saudável’ (como eu digo), e para Rogers, ele se atém mais a importância da “boa autoestima”, e como um valor ético do indivíduo e social. 

Para que eu pudesse facilitar aos meus analisandos (pacientes), terapeutizando e leitores; psicologicamente vou entender o termo, como ‘Avaliação de si’, mas para facilitar, nesse ensaio, vou utilizar a palavra Autoestima, mas sem os adjetivos – boa, baixa ou alta. Estima significa avaliar, ou seja, autoestima é um ‘cálculo’ de si-mesmo, como se entende, como se vê; não apenas em relação aos outros, mas também como consigo; e que reflete também nos valores da vida.

Estimar significa afeto (ter apreço por alguém ou algo); e o outro significado é ‘afeição’ sobretudo por não se sentir querido, amado, reconhecido – bem como gostar de si e identificar seus pontos saudáveis, positivos.

 

A autoestima, a identidade, a avaliação de si-mesmo, do seu EU, é um modo de ser que influencia muito as ações, pensamentos e principalmente sentimentos: 

1) Alta autoestima: excesso de confiança, sentir-se valendo mais que o outro e arrogância; pode correr de moto em excesso de velocidade na segurança que nada de problemático poderá acontecer. 

2) Autoestima Equilibrada: reconhece o que tem de bom e o que precisa melhorar, sem abalar-se tanto com isso; geralmente anda de moto de forma mais tranquila, eventualmente acelerando acima do limite, mas consciente dos problemas, apenas para ter uma maior emoção, bem como desacelerar se assim quiser, não sentindo por isso algo como uma fraqueza.

3) Baixa autoestima: falta de confiança, sente-se julgado negativamente e de menor importância que o outro.

Autoestima Saudável “boa” no Trabalho – Exceções, Inversões:

O indivíduo de Alta, se ocorre um problema sério consigo e, sobretudo por seu egocentrismo – se sentindo no controle das situações – se culpará fortemente e irá sentir-se de pouquíssimo valor, semelhante baixa autoestima e até podendo ficar depressivo.

Ao contrário, uma pessoa de Baixa, acontecendo algo muito bom, sobretudo pelos seus esforços, se reconhecerá de grande poder, podendo ficar com excesso de confiança, semelhante a pessoa de Alta.

Assim, por vezes aqui no consultório, fica uma espécie de confusão, se o analisando (paciente ou terapeutizando) tem Alta ou Baixa autoestima, e no decorrer do seu desenvolvimento, parece uma montanha-russa com grandes e altos e baixos, mas isso é compreendido conforme a história de vida do indivíduo e seus acontecimentos atuais.

  

O que nomeio por ‘Autoestima Saudável’:

Uma ‘autoestima saudável’, como eu prefiro nomear, é quando o indivíduo cuida e é responsável por si, sabe de suas limitações e as aceita, assim como reconhece com naturalidade seus pontos fortes; também respeita o outro e sabe que deve ser respeitado, ou seja, os limites das relações. Lida bem com as adversidades da vida, com esperança e serenidade. Não tem vergonha de expor suas dificuldades; também não se incomoda em pedir ou aceitar ajuda e, oferece ajuda com o mesmo valor. É um indivíduo mais inteiro, que aceita a si, os outros e a vida da forma que são. É independente, ou seja, maduro.

Tema Base: ‘autoestima equilibrada’ é saudável.

  

Autoestima Saudável boa no Trabalho psicologo

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